A História da Massagem

Historia da Massagem

Provavelmente a massagem seja tão antiga quanto a existência do homem na Terra.

O toque, o contato é algo que fazemos instintivamente. Os macacos acariciam uns aos outros, os demais animais lambem suas feridas e os homens friccionam suas articulações doloridas.

Todos esses procedimentos são puramente massagens. Todos eles estão se massageando para trazer algum benefício para seus corpos e à sua saúde.

A massagem é também, provavelmente, a forma da medicina mais antiga de tratamento, e tem sido utilizada através de toda a história por todas as culturas da humanidade.

Foi chamada de Anatripsis por Hipócrates, físico grego, os movimentos de fricção, manipulação por ele descritos.

O uso da terminologia Massagem é relativamente nova e provavelmente é proveniente do termo “masah”, que em árabe significa acariciar com as mãos.

Os manuscritos antigos indianos, chineses e egípcios referem-se ao uso da massagem para curar e prevenir doenças, assim como curar lesões.

A menção do termo massagem mais antigo aparece nos escritos chineses datando de aproximadamente três mil anos antes de Cristo.

A literatura antiga grega e romana apresentam inúmeras referências à massagem. Era sempre aplicada antes e depois do esporte ou da atividade física.

A massagem também era descrita com um ritual realizado após o banho ou tratamento médico para as mais variadas condições, tais como asma, infertilidade, insuficiência cardíaca e problemas digestivos.

O imperador Romano, Galen (130 a 250 anos depois de Cristo), escreveu pelo menos quinze livros relacionados à massagem e exercícios, e muitas de suas ideias ainda são relevantes e aplicadas até hoje.

Foi ele quem classificou a massagem em firme, leve e moderada. Ele recomendava que massagens fossem realizadas nos gladiadores antes e depois das disputas.

Júlio César era massageado diariamente para aliviar as dores de sua neuralgia. O escritor romano Pliny era tão dependente de seu massagista estrangeiro, que solicitou ao imperador que garantisse a ele sua cidadania romana.

Já na Índia, a massagem sempre foi muito valorizada e praticamente todos os habitantes conhecem alguma modalidade de massagem.

As mães massageiam seus bebês, e mais tarde essas crianças são ensinadas a massagear, da mesma forma, seus pais.

A principal modalidade de massagem aplicada na Índia é a Ayurvédica, que data de mil e oitocentos anos antes de Cristo, realizada com ervas, pimentas e óleos aromáticos que são aplicados diretamente sobre a pele.

Outras culturas também encontraram na massagem um meio de manter o corpo, a alma e a saúde em dia.

Em muitas culturas, mesmo com uma vida sedentária, com nenhum ou poucos exercícios, a aplicação de massagem depois de cada refeição promoveu a circulação e digestão desejadas sem levar ao cansaço ou fatiga, conforme descrito em 1889, no clássico “Viagem ao Redor do Mundo”.

Nos séculos 18 e 19, a massagem se tornou extremamente popular na Europa, através da forte influência de um importante Sueco, chamado de Per Henrik Ling (1776-1839), cuja metodologia e técnica é mundialmente conhecida atualmente como Massagem Sueca e executada no mundo inteiro.

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Seu legado deixou uma grande e importante influência na ginástica médica e nos tratamentos terapêuticos, entre eles, a massagem.

Seus tratamentos eram classificados, e ainda o são, como movimentos passivos de ginástica, pressão, fricção, vibração, percussão e rotação.

Seu trabalho foi homenageado pelo Crown, um instituto criado em Estocolmo, e em 1838 o primeiro Instituto de Massagem Sueca foi aberto em Londres.

Já na virada do século, muitos destes institutos já eram encontrados na Rússia, França e na América do Norte.

A influência de Per Henrik Ling permaneceu, e sua técnica de massagem ainda é geralmente referenciada como Massagem Sueca.

No final do século 19, a massagem já era classificada como tratamento médico popular, e era utilizada por muitos cirurgiões, cardiologistas e outros médicos, que aplicavam eles mesmos os procedimentos ou eram assessorados por outras pessoas qualificadas e treinadas.

Durante a Primeira Guerra Mundial, a massagem foi empregada extensivamente nos tratamentos de lesões nervosas e traumas pós guerras.

Entretanto, o uso de equipamentos elétricos se tornou amplamente difundido no Reino Unido, e a massagem acabou sendo, em um primeiro momento, substituída por esses aparelhos.

Neste intervalo, acreditou-se também que resultados igualmente satisfatórios poderiam ser obtidos com o uso de medicamentos modernos ou equipamentos.

Mas a experiência posterior mostrou que as drogas possuem os efeitos colaterais indesejados e que nada pode substituir as mãos humanas habilidosas.

Atualmente, mais uma vez, o valor terapêutico da massagem voltou a ser reconhecido.

É a reconquista de um valor e o reconhecimento de que a massagem ocupa sim um lugar de destaque na saúde humana.

E que aliada a outros tratamentos médicos complementares, tem como seu melhor benefício, conforme demonstrado ao longo de toda a história, a manutenção da saúde e do bem estar de todos.

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